Apresentação painel- Plasticidade Sináptica

Plasticidade sináptica
É comprovado que cada sinapse funciona de um jeito único, porém sempre é seguido um padrão geral. Essa singularidade, entre uma sinapse e outra, acontece, pois as sinapses têm um aspecto dinâmico, onde pode haver alterações ao longo do tempo, devido a diversos fatores, como estímulos contínuos de uma determinada via, quantidade de neurotransmissores liberada em um determinado impulso, efetividade da resposta celular, dentre outros. Esse aspecto dinâmico, com essas modificações, é chamado de plasticidade sináptica.
Dentre os vários tipos de plasticidade sináptica, há a Potenciação de Longa Duração (LTP) e a Depressão de Longa Duração (LTD). Esses tipos de plasticidade se caracterizam na eficácia da comunicação, sendo que a LTP aumenta a comunicação e a LTD diminui.
Plasticidade e memória
A estrutura envolvida na formação da memória é o hipocampo. Foi nesse local onde se identificou pela primeira vez o fenômeno de LTP. Tomando como base essa região do encéfalo e focalizando os receptores glutamatérgicos do subtipo NMDA, foi visto que para que o LTP ocorra, é necessário que haja um estímulo de alta freqüência. Esse estímulo é necessário para a ativação dos receptores NMDA no neurônio pós-sináptico. O LTP tem como efeito o aumento da sensibilidade no neurônio pós-sináptico, pois além de aumentar a eficiência dos receptores já existentes, o número de receptores é aumentado. Feito isso, a comunicação se torna muito mais eficiente, desenvolvendo melhor a região do encéfalo. Como efeito oposto, há o LTD, que pode atuar no sentido de apagar antigas memórias. Diminuindo a sensibilidade do neurônio pós-sináptico e diminuindo a quantidade de neurotransmissores liberada pelo neurônio pré-sináptico.

A bioquímica do comportamento
Os fatos corriqueiros do nosso dia-a-dia como dor, mudança no humor, atividades físicas, sexo e alimentação geram alterações bioquímicas na atividade do sistema nervoso.

Dor:
A dor tem uma grande importância na sinalização de que algo de errado está acontecendo no corpo. Vários estímulos externos, como frio, choques, lesões podem gerar dor.
Uma das teorias mais aceita que explicam o fenômeno da dor é a teoria dos portais. Para explicar essa teoria é necessário explanar que há dois tipos básicos de fibras nervosas que podem receber o estímulo da dor, as fibras maiores( maior diâmetro) e as fibras pequenas(menor diâmetro). Essas fibras recebem o estímulo e tentam enviá-lo ao cérebro pela via ascendente. Porém só o estímulo das fibras pequenas é que chega ao cérebro, pois é este quem consegue que os portais( neurônio inibitório) sejam abertos. Com a chegada do estímulo ao cérebro, o mesmo interpreta a informação. Nessa interpretação há diversos fatores psicológicos como ansiedade, medo, riso, divertimento que podem afetar a resposta à dor. Uma das respostas do organismo a dor, é a liberação de endorfina. Esta pode vir a alterar os estímulos que provocam a dor, muitas vezes aliviando essa sensação tão desagradável. Ela tem essa ação pois quando liberada atua na inibição da substância P, um neuropeptídeo que atua na transmissão sináptica da via ascendente.

Atividade física:
O exercício físico, além de provocar uma série de alterações no metabolismo enérgico, altera também o comportamento. Estudos comprovaram, que dependendo da atividade física exercida, e como essa atividade é feita, há uma série de possíveis alterações, como por exemplo, o aumento na síntese de alguns neurotransmissores e uma maior rapidez na degradação dos neurotransmissores que já participaram da transmissão sináptica. Algumas mudanças chamam mais a atenção, como a modificação no processo cognitivo, onde uma pessoa que pratica atividades físicas tem uma maior rapidez e eficiência nesse processo. Além disso a resposta ao estresse também é alterada, devido a uma alteração nos níveis de catecolaminas e a diminuição da tensão muscular.

Alimentação:
A alimentação tem um papel fundamental em nossa saúde. Além de ter influência direta sobre o metabolismo, ela também pode influenciar os neurotransmissores. Essa influência pode estar associada à produção dos mesmos. Vários componentes da dieta são precursores de neurotransmissores, e a falta destes pode levar a uma deficiência na produção, e com isso gerar uma série de conseqüências no sistema nervoso. Há também um outro tipo de alteração, que se dá quando um alimento é ingerido, e a ingestão desencadeia a liberação de alguns neurotransmissores, que podem ter relação com a sensação de prazer e bem-estar. Um exemplo é o chocolate( já há um post sobre o efeito do chocolate).

Postado por: Fábio Reis

Usos Medicinais da Maconha


            Um assunto largamente discutido hoje em dia é o Uso Medicinal da Maconha. Vários estudos já foram realizados para verificar exatamente onde a droga age e os possíveis benefícios dessa ação. Já foi também comparada a diferença entre o uso crônico e a exposição aguda à droga.

            Como já expliquei na apresentação do painel, já se sabe quais são os receptores para a substância ativa principal da maconha, o THC, e onde estes se localizam, sendo assim, possível prever as alterações causadas por estes. Levando isto em consideração as possíveis utilidades da maconha seriam:

           

            Como Analgésico - Experiências feitas com animais e em homens indicam que a maconha pode produzir um efeito analgésico. Porém, não se sabe exatamente a potencia e a duração desse efeito. Os pacientes que poderiam ser beneficiados com o uso da maconha neste caso, seriam os com um quadro clinico de cor crônica.

 

            Como Antiemético - o THC tem ação antiemética, ou seja, evita vômitos. Apesar de esse efeito ser menor do que outros antieméticos já existentes, seria possível usa-la para pacientes que apresentam resistência para os antieméticos atuais.



     Tratamento de Glaucoma - Este é o caso onde é mais incentivado o uso da Cannabis, porém os dados atuais não suportam essa indicação. A pressão alta intra-ocular é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma e a maconha poderia agir diminuindo esta pressão. Mas esse efeito é de curta duração e só é conseguido com altas doses da droga. Como as altas doses provocam muitos efeitos indesejáveis e as medicações já existentes são bastante efetivas e com efeitos colaterais mínimos, os autores acreditam que o uso da Cannabis nessa condição ainda não está indicado.

       



     Tratamento de Anorexia - Como o THC tem a capacidade de aumentar o apetite, a Cannabis seria uma opção para tratar pessoas com falta de apetite. Deve-se, porém ressaltar que pessoas com anorexia costumam ser muito agitadas e podem não gostar dos "efeitos colaterais" da maconha, que seriam diminuir o "ritmo" dessas pessoas.

 

            Por fim, temos que levar em consideração o fato de a maconha ser uma droga psicotrópica e pode causar dependência e tolerância ou ainda estimular o uso de drogas mais pesadas. Por isso uso da maconha para fins medicinais é, ainda, tão controverso.

 

Por Bruno B. do Nascimento

Apresentação do Painel - Terapias e Neurotransmissores

Conteúdo do painel de correlações terápicas envolvendo neurotransmissores:

Alcalóides
-Atropina
--Atuação inibitória por competição do sistema parassimpático através da inibição de acetilcolina em receptores.
--Usada para combater bradicardia, aumentar estímulos simpáticos e controlar secreções em doses clínicas. Atropina Sódica é um exemplo.
-Morfina
--Agonista de receptores opióides, atuando como competidores de peptídeos como endorfinas, potencializando efeitos.
--Supressão de dor física, emocional e analgesia central; sedação em processos anestésicos.
--Sensação de euforia e risco de dependência.

Anticolinesterásicos
-Inibe a quebra de acetil-colina (hidrólise) pela enzima acetilcolinesterase.
-Causa sobre-estimulação muscular (responsável por cansaço), broncoconstrição, sufocamento, bradicardia, hipotensão, secreções excessivas, hipermotilidade intestinal; sendo assim considerada uma neurotoxina também.
-Gás Sarin, Soman, Tabun são exemplos de anticolinesterásicos usados como armas químicas.
-Ministrados em doses clínicas combatem glaucoma, doença de Alzheimer (donepezil, tacrina) além de serem úteis como anestésicos (neostigmina).

Antidepressivos
-Aumentam a concentração de monoaminas (dopamina, noradrenalina e serotonina) no receptor pós-sináptico ao inibirem a sua recaptação pelo neurônio pré-sináptico ou sua oxidação pela enzima Monoamina Oxidase.
-A estabilização do humor e das emoções, comprometida pela falta de alguns neurotransmissores, é o alvo do tratamento antidepressivo.
-Tricíclicos, ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) e IMAO (Inibidores da Monoamina Oxidase) ISRN (Inibidores Seletivos da Recaptação de Noraepinefrina) são os antidepressivos mais empregados em tratamentos.

Antipsicóticos
-Dopamina em excesso em regiões cerebrais caracterizam diversas psicoses.
-Atuam bloqueando receptores D2 dopaminérgicos (intimamente relacionados a muitas psicoses) e por vezes estimulando receptores serotoninérgicos (5-HT2A). Existem tratamentos de regulação colinérgica também.
-Nem todos transtornos psicóticos são tratados com antipsicóticos, mas também com antidepressivos.
-São usados no tratamento de esquizofrenia e distúrbios comportamentais.
-Neurolépticos, benzepina e benzamida geralmente são os psicoterápicos usados.

Postado por Rômullo Medeiros

Podcast - Seminários de Bioquímica e Biofísica

Link para o Blog de Bio Bio, onde estão as arquivos de áudio da apresentação dos Paineis
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Apresentação do Painel - Drogas

Bom, vou postar aqui o resumo que utilizei para guiar a minha apresentação do painel..



Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco),  substâncias produzidas por sapos semelhantes a Lsd.As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento.

             As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral ou injeção intravenosa.

 

Dependência

            Quando a droga é utilizada em quantidades e freqüências elevadas, o organismo se defende estabelecendo um novo equilíbrio em seu funcionamento e adaptando-se à droga de tal forma que, na sua falta, funciona mal.

            Estado de adaptação do corpo, manifestado por distúrbios físicos quando o uso de uma droga é interrompido.

            Na dependência física, a droga é necessária para que o corpo funcione normalmente, visto que a produção normal de neurotransmissores foi alterada pelo uso da droga.

 

Tolerância

É a necessidade de doses da substância cada vez maiores para se obter os efeitos esperados. Ocorre tanto por alterações no metabolismo do fármaco (p.e. aumento da capacidade de metabolização enzimática), quanto por alteração no funcionamento das células-alvo.  No caso da cocaína, a tolerância aparece para os efeitos euforizantes e cardiovasculares. A sensação de euforia desaparece completamente com o uso de doses regulares

 

Overdose

            Super dose, dose excessiva ou overdose são termos utilizados cientificamente para denominar a exposição do organismo a grandes doses de uma substância química, seja ela um medicamento, uma droga ou outra substância qualquer. Popularmente, o termo overdose é utilizado para denominar a exposição aguda a doses excessivas de uma droga de abuso.

            A Overdose pode ocorrer por vários motivos, entre eles, uso de uma droga ilícita que estava com uma pureza acima do esperado, ou ainda uso de drogas que possuem contra indicações entre si, como por exemplo heroína e alcool.

            A causa da morte depende do tipo de droga usada, por exemplo a overdose de cocaína se deve ao intenso estimulo ao sistema simpático (adrenalina).     

As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes,os depressores e os perturbadores das atividades mentais. 


Maconha - Pertubadora

            O principal composto químico ativo da maconha é o THC (delta-9-tetrahidrocanabiol) e é o responsável pelos efeitos da maconha no sistema nervoso. Quando o indivíduo fuma a maconha, o THC rapidamente passa dos pulmões para o sangue, que o carrega para todo o organismo, incluindo o cérebro, onde se liga a receptores cerebrais exclusivos para cannabióides, os CB1 e CB2, descobertos em 1988.

            O TCH produz uma alteração bifásica, euforia ( fase estimulante) e sedação (fase depressiva). Durante a fase estimulante é descrito como uma ação semelhante ao estado de sonho, pode ocorrer distorção visual e do tempo. A concentração pode estar comprometida. A memória diminui e a fome aumenta refletindo o efeito do THC sobre os receptores da acetilcolina e da serotonina respectivamente. Após a fase estimulante, é comum sono e letargia.

            Alguns efeitos adversos na saúde, causados pela maconha, podem ocorrer devido o THC prejudicar a habilidade do sistema imune de lutar contra infecções e câncer. Depressão, ansiedade, e distúrbios da personalidade também estão associados com o uso da maconha. Devido ao efeito prejudicial na habilidade de aprendizado e memória, quanto mais a pessoa abusa da maconha, mais propensa ela será de ter um declínio de suas atividades intelectuais, de trabalho e sociais.

            O abuso prolongado da maconha pode levar a dependência em algumas pessoas, fazendo com que a pessoa use compulsivamente a droga mesmo com seus efeitos danosos na família, trabalho, escola, e atividades recreacionais.    

 

Cocaína - Estimulante 

            A cocaína é um alcalóide extraído da planta do gênero Erythroxylon, arbusto cultivado em regiões andinas e amazônicas.

            A dependência à cocaína depende de suas propriedades psicoestimulantes e ação anestésica local. A dopamina é considerada importante no sistema de recompensa do cérebro, e seu aumento pode ser responsável pelo grande potencial de dependência da cocaína.

            A cocaína é administrada por diferentes vias. Pode ser aspirada, sendo absorvida pela mucosa nasal. A cocaína causa vasoconstrição de arteríolas nasais, levando a uma redução vascular o que limita a sua absorção. O uso crônico freqüentemente acarreta necrose e perfuração do septo nasal, como conseqüência da vasoconstrição prolongada.

            Injetada por via venosa induz efeito extremamente rápido, intenso e de curta duração.  A injeção raramente é usada pela possibilidade de intoxicação por dose excessiva. Esta via é a mais responsável pelas alterações cardiovasculares e arritmias.

            Mais recentemente, tem-se popularizado o uso por via pulmonar, sendo a droga inalada com dispositivo tipo cachimbo ou em cigarros. Nesse caso, é empregado o crack, que é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. A cocaína é prontamente absorvida pelos pulmões, atingindo concentrações sanguíneas máximas em poucos minutos, e comparável com a administração venosa, porém por um tempo reduzido.

            Altas doses de cocaína e/ou uso prolongado pode desencadear paranóia. O crack pode produzir um comportamento particularmente agressivo em seus usuários. Quando as pessoas dependentes interrompem o uso de cocaína, elas freqüentemente apresentam depressão.

As mortes relacionadas com a cocaína são freqüentemente resultado de parada cardíaca ou convulsão seguida de parada respiratória.

 

Alcool – Depressora

            A bebida alcoólica pode ser considerada como a droga mais vendida no planeta e o alcoolismo dela decorrente é um sério problema de saúde pública mundial

O consumo do álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico baixo, uma vez que passavam pelo processo de fermentação. Outros tipos de bebidas alcoólicas apareceram depois, com o processo de destilação.

            Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, esta é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento.

            Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as doenças do fígado ( hepatite alcoólica e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração)      

O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O etanol afeta diversos neurotransmissores no cérebro, entre eles o ácido gama-aminobutirico (GABA). Existem dois tipos de receptores deste neurotransmissor: os GABA-alfa e os GABA-beta, dos quais apenas o primeiro é estimulado pelo álcool, o que resulta numa diminuição de sensibilidade para outros estímulos.

            O resultado é um efeito muito mais inibitório no cérebro, levando ao relaxamento e sedação do organismo. Diversas partes do cérebro são afetadas pelo efeito sedativo do álcool tais como aquelas responsáveis pelo movimento, memória, julgamento, respiração, etc.


 Postado por Bruno B. do Nascimento

Algumas curiosidades!


A despolarização em uma região da membrana dura apenas cerca de 1,5 milésimo de segundo (ms).
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A velocidade de propagação do impulso nervoso na membrana de um neurônio varia entre 10cm/s e 1m/s.
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Nas fibras nervosas mielinizadas, a velocidade de propagação do impulso pode atingir velocidades da ordem de 200m/s (ou 720km/h).
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Uma fenda sináptica apresenta espaço de 20nm aproximadamente.
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O álcool é um reativador de memória biológica. Pessoas que já tiveram contato com alguns entorpecentes podem viver experiências semelhantes às durante o uso caso álcool seja ingerido.
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Neandertais usavam uma erva estimulante com propriedades efedrinérgicas e alguns desenhos feitos no período paleolítico em cavernas sugerem o conhecimento pelos mesmos de alucinógenos.
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Os neurotransmissores foram descobertos em 1914 pelo cientista Henry Dale.
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A endorfina foi encontrada apenas em 1975 pela comunidade científica.
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Existem mais de 25 moléculas conhecidas de neurotransmissores.
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2,5% da população da Terra consome maconha.
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Postado por Rômullo Medeiros

neurotransmissores x patologias

Diversas doenças, inclusive graves, estão intimamente ligadas a distúrbios relacionados a neurotransmissores. Distúrbios de produção (seja o excesso ou deficiente produção), deficiências na recaptação e na destruição, excesso ou escassez de receptores de neurotransmissores podem provocar sintomas que variam com neurotransmissor, com o mecanismo afetado e com a região do encéfalo envolvida. Alguns neurotransmissores são bem conhecidos e sua relação direta com certas doenças são famosas. A depressão, um exemplo, é causada pela baixa quantidade de neurotransmissores liberada na fenda sináptica. A associação da depressão a distúrbios no metabolismo de serotonina é famosa, no entanto, este não é o único neurotransmissor envolvido na doença. Alguns estudos relacionam a depressão a distúrbios no metabolismo de dopamina e noradrenalina. Não há certeza de todos o neurotransmissores envolvidos, mas pesquisas do uso de medicações indicam os neurotransmissores citados acima. Os principais sintomas são: humor deprimido; perda de interesse, prazer e energia; cansaço por qualquer coisa; concentração reduzida; auto-estima reduzida; idéias de culpa e inutilidade; sono perturbado e apetite reduzido. Somente um em cada quatro deprimidos procuram ajuda. Se houver a manifestação de todos ou da maioria dos sintomas citados o melhor é procurar um médico. O tratamento consiste basicamente em psicoterapia e remédios antidepressivos. O antidepressivo mais usados atualmente são os chamados inibidores seletivos dos recaptadores de serotonina (ISRS), como o nome já diz eles inibem a recaptação de serotonina.

Outra associação famosa é a da dopamina a doença de Parkinson. A quantidade de dopamina na substância negra e no corpo estriado do telencéfalo é extremamente baixa nos portadores desta doença (menos de 10% do normal). A perda ocorre durante anos, mas só são percebidas quando chegam a menos de 40% do normal. A doença de Parkinson está relacionada a degeneração precoce dos neurônios dopaminérgicos nigroestriados. Esta doença costuma manifestar por tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações da marcha e do equilíbrio. Além da dopamina outras neuroaminas, como a noradrenalina e serotonina, também são afetadas mais muito menos que a dopamina. Na doença de Parkinson os níveis de acetilcolina parecem estar normais mas, a falta de dopamina cria uma descompensação entre a dopamina/acetilcolina. Isto leva a descoordenação motora. Apesar da doença de Parkinson ser neurodegenerativa e crônica há tratamento que minimizam os sitomas, mas não tem a capacidade de inibir a progreção da doença. Os pricipais fármacos mimetizam a dopamina ou a substituem. A doença de Parkinson afeta 1% dos indivíduos com mais de 60 anos e é mais comum nos homens.
postado por Washington

A química do chocolate

Associado à paixão, ao bem estar e, para alguns exagerados, ao vício, o chocolate é um alimento extremamente antigo, sendo que já foi idolatrado por certos povos, como os astecas.


Sua ligação com a paixão e com o bem estar existe, pois ao ingerir chocolate, uma série de substâncias que esse alimento contém, como a feniletilamina e o triptofano são introduzidas no organismo. Além disso, há liberação de endorfina, que é um opióide produzido pelo próprio organismo.



Uma das substâncias em questão, o triptofano, é um precursor da serotonina. Esse aminoácido tem uma variação constante a nível plasmático, dependendo da ingestão de alimentos e do momento do dia. O triptofano é captado pelos neurônios, e já é convertido em 5-hidroxitriptofano pela triptofano hidroxilase. Logo após ele é descarboxilado por uma aminoácido descarboxilase transformando-se em 5 hidroxitriptamina, ou 5-HT, mais conhecida como serotonina. A serotonina pode estar ligada ao aumento de apetite e à obesidade. Isso foi comprovado em animais de laboratório onde agonistas dos receptores de 5-HT1A, como 8-OH-DPAT, e antagonistas que atuam nos receptores de 5-HT2, aumentaram o apetite, e em alguns casos observou-se o desenvolvimento da obesidade. Além disso, há estudos que compravam a ligação da serotonina com o humor. Isso se dá, pois há uma ampla distribuição desse neurotransmissor no sistema límbico. Experimentos já foram realizados, onde o triptofano foi usado no tratamento de depressão com o objetivo de aumentar a síntese de 5-HT.


Além dos efeitos que a serotonina pode desencadear, a ingestão de chocolate aumenta os níveis de endorfina no cérebro. A endorfina é relacionada ao bom humor, sensação de bem-estar e euforia e também a um efeito analgésico. Ela pertence a classe dos opiódes, e estes, em geral, tem relação de seus receptores com a proteína G inibindo a adenilato ciclase, reduzindo dessa forma a quantidade intracelular de cAMP. Além disso, a proteína G pode estar associada à canais iônicos, e por influência dessas substâncias os canais de potássio são abertos e a abertura desses canais inibe a abertura dos canais de cálcio.Esses efeitos na membrana reduzem a excitabilidade neuronal e a liberação de neurotransmissor. Isso gera como efeito global, uma inibição ao nível celular.

Com todos esses efeitos, os ditos chocólatras podem tentar justificar o seu vicío. Porém os poucos estudos nessa área, revelam que ainda não há um consenso se o chocolate pode realmente viciar, pois é evidente que há uma alteração química no corpo, mas não necessariamente essa alteração pode causar algum tipo de dependência.

Postado por: Fábio Reis

Neurodestruição em massa.

Apesar de apresentarem utilidade medicinal e agrícola, os anticolinesterásicos freqüentemente foram usados de forma catastrófica no último século.
Anticolinesterásicos são inibidores da enzima acetilcolinesterase, a qual por sua vez cataliza a hidrólise de acetil-colina a ácido acético e colina, como conseqüência há acúmulo de acetil-colina na fenda sináptica.


Acetilcolinesterase

Tratamento com anticolinesterásicos apresenta efetiva melhora em quadros de doenças como o mal de Alzheimer (doença em que deficiências de acetil-colina causam de perda de memória a total perda de noção de tempo e espaço em seu estágio final).
Devido a propriedades neurotóxicas também, os anticolinesterásicos embasaram armas de destruição em massa em determinadas guerras do século XX, como a segunda guerra mundial.
O gás Sarin, gás XV, Soman, Tabun são alguns exemplos de neurotoxinas usadas em tais armas que podem provocar:


-Bradicardia
-Hipotensão
-Redução da pressão intra-ocular
-Broncoconstrição
-Espamos musculares
-Secreções excessivas
-Sufocamento
-Morte









Os compostos organofosforados citados ao inibirem a ação da acetilcolinesterase criam um colapso também na transmissão suave de impulsos nervosos e do Sistema Nervoso Central.

Fórmula do gás Sarin
Dentre os efeitos encontram-se aqueles provavelmente conseqüentes do comprometimento do controle parassimpático pela acetil-colina, sendo por esses motivos os anticolinesterásicos também considerados potentes neurotoxinas.
No dia 29 de abril de 1997 entrou em vigor o tratado firmado entre 170 países na Convenção Internacional Mundial sobre a Proibição, Desenvolvimento, Produção, Estocagem e Uso de Armas Químicas (CPAQ).
Postado por Rômullo Medeiros







Acupuntura

A acupuntura é um método terapêutico antigo, utilizado há aproximadamente 5000 anos no oriente. Foi criada na China, sendo mais tarde incorporada ao arsenal terapêutico da medicina em outros países orientais como o Japão, Coréia e Vietnã.
Até o presente momento, sabe-se que a Acupuntura afeta a expressão e ou liberação de serotonina, e dos peptídeos opióides beta-endorfina, meta-encefalina, e dinorfina. A colecistocinina, peptídeo envolvido no processo digestivo, é antagonista da acupuntura. Considerando que a colecistocinina é estimulante da secreção ácida do estômago, temos daí a compreensão do efeito benéfico da acupuntura sobre as gastrites, úlceras e na Doença de refluxo gastroesofágico. A Naloxona, inibidor da ação de opióides, muito utilizada em Medicina antagoniza os efeitos da Acupuntura. Em dado momento, postulou-se que a ação da Acupuntura seria fruto apenas da liberação de endorfinas, entretanto, a rápida instalação da analgesia e sua duração maior que o tempo de aumento da quantidade de opióides pela Acupuntura liberados demonstra que outros mecanismos estão envolvidos.
O estímulo da agulha de Acupuntura atinge áreas do encéfalo mais elevadas, como o Hipotálamo e a Hipófise, promovendo o equilíbrio do funcionamento destes centros. Como a Hipófise é uma Glândula, ocasionalmente chamada de Glândula Mãe, que coordena a função de diversas outras glândulas do corpo, o efeito da Acupuntura sobre este órgão afeta o funcionamento das Glândulas supra renais, da Tireóide, dos ovários, dos testículos, e assim tem ação terapêutica sobre a Hipertensão arterial, Dismenorréia, Tensão pré-menstrual, disfunções da Libido, e outras patologias.

O impulso necessário para a ação da acupuntura origina-se no ponto de introdução das agulhas, uma vez que o efeito produzido por este método é bloqueado pela anestesia local ou regional. A estimulação das fibras do tipo II, que veiculam a sensibilidade proprioceptiva em nervos periféricos, parece ser necessária para que o índice de sucesso da acupuntura seja elevado. Estas fibras são discriminativas e podem interferir nos sistemas supressores de dor. Razão pela qual aplicando-se a acupuntura durante um tempo maior, obtém-se analgesia mais intensa e prolonga-se a duração dos seus efeitos, que não cessam com a interrupção do estímulo. Esta observação reforça a possibilidade da participação de neurotransmissores no seu mecanismo de ação. Além disso, foi relatada a redução da atividade neuronal de núcleos talâmicos mediais e de núcleos do tronco encefálico e lentidão do traçado eletroencefalográfico durante sessões de acupuntura.
Experiências em modelos animais demonstraram que o líquido cefalorraquidiano (LCR) de animais tratados por acupuntura causa analgesia em animais não tratados pela acupuntura. Estudos com circulação cruzada demostram elevação do limiar de dor de animais tratados e não tratados pela acupuntura. Estes fatos sugerem que um fatos humoral deva estar envolvido na analgesia produzida pela acupuntura.
A esse respeito, foi verificado que a administração de um bloqueador de receptores morfínicos (naloxona), anula o efeito da acupuntura, este fato indica a participação das vias endorfinonérgicas no fenômeno. Possibilidade confirmada quando se demonstrou que havia aumento da concentração de endorfinas no líquido cefaloraquidiano de doentes que se submeteram à acupuntura, foi reforçada ao se verificar que em animais com deficiência genética de receptores opióides, ou de endorfinas, a aplicação de acupuntura não produz analgesia.
As vias serotoninérgicas também estão envolvidas na gênese da analgesia induzida pela acupuntura, pois constatou-se o aumento da concentração de serotonina no LCR e nas estruturas neuronais do tronco encefálico inferior após aplicação de acupuntura. Foi também a demonstrado que os bloqueadores serotoninéricos anulam a ação da acupuntura.


Reconhecida como especialidade médica no Brasil há dez anos, a acupuntura ainda carece de provas de que é eficaz do ponto de vista científico. Estudos com animais e seres humanos indicam que essa técnica chinesa milenar, baseada na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para restabelecer a saúde, funciona sim, mas apenas em determinados casos. O uso das agulhas já se mostrou eficiente no combate à dor e às intensas náuseas provocadas pelo uso de medicamentos contra o câncer. Também se revelou como um potente aliado no tratamento da asma, do acidente vascular cerebral e do uso abusivo de drogas.
Postado por Lucas Vargas

Alimentação, humor e neurotransmissores

Não há mais controvérsias científicas em relação a influencia da alimentação sobre seu humor – a sua capacidade de se sentir alegre ou triste. Embora suas escolhas alimentares possam basear-se no paladar ou em outros critérios conscientes, há indícios de que as pessoas freqüentemente fazem escolhas alimentares inconscientes que mudam a química do cérebro e melhoram seu humor.
Indivíduos deprimidos frequentemente necessitam de doces e amidos. Após a ingestão de carboidratos, como açúcar, as pessoas normais ficam menos alertas e com menos energia. Dessa forma, você pode comer doces, mas é mais saudável consumir carboidratos complexos como feijão seco, massas, vegetais, cereais, pães e biscoitos salgados. Eles também funcionam – só que um pouco mais devagar.
Existem advertências contra o uso excessivo de substancias como álcool ou cafeína. O excesso dessas substâncias pode aumentar a ansiedade, potencializando os problemas de humor.
Alguém já lhe disse que os alimentos verdes fazem bem para o humor? Ou que você pode estar deprimido porque não está consumindo uma quantidade suficiente de espinafre? Provavelmente não. A deficiência de ácido fólico (folato), amplamente disseminada entre as mulheres, causa desordens psiquiátricas, principalmente depressão (mas pode causar também esquizofrenia e demência). O ácido fólico é uma vitamina presente principalmente nas folhas verdes e em leguminosas. Uma das razoes da deficiência de ácido fólico causar depressão é que ela é responsável por abaixar os níveis de serotonina.
Você provavelmente já ouviu dizer que o peixe é o alimento do cérebro. Atualmente, há novos indícios fascinantes que o consumo regular de frutos do mar pode melhorar seu humor. A razão: os frutos do mar contém um teor muito alto do mineral selênio e vários pequenos indícios sugerem que pessoas que ingerem quantidades insuficientes de selênio tem maior tendência à depressão. Essas pessoas passam a se sentir mais ansiosas, deprimidas e cansadas e, em geral, passam a se sentir muito melhor quando ingerem quantidades adequadas desse mineral. A forma como o selênio influencia o humor é desconhecida, mas é possível que seus poderes antioxidantes estejam envolvidos.
A alimentação como forma de adquirir elementos essenciais a fabricação dos neurotrasmissores é responsável direta pelo nosso corpo.

A seguir, serão apresentados alguns nutrientes essenciais na manutenção do sistema emocional.. Vitamina B1 – auxilia o funcionamento do sistema nervoso, tendo também papel importante nas funções de cognição e memória. Fontes: lentilha, soja, milho verde e cereais integrais.
Vitamina B6 – integrante na produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina. Fontes: fígado, frango, banana, arroz integral e semente de gergelim.
Vitamina B12 - é importante para o humor, pois ajuda no transporte de ácido fólico, substância esta que quando em níveis baixos pode levar a depressão. Fontes: leite e derivados, atum, carne bovina e ovos.
Ácido Fólico - associado a B12, atua na produção de neurotransmissores e faz a manutenção dos níveis de serotonina. Fontes: espinafre, verduras de folhas escuras, soja, laranja, melão e maçã. Selênio - este mineral com ação antioxidante tem grande participação no humor, pessoas carentes deste mineral tendem a ser depressivas, irritadas e ansiosas. Fontes: nozes, amêndoas, semente de girassol, peixes e trigo integral.
Cada um de nós, na sua individualidade, tem sua personalidade e o seu humor, mas ficam aí as dicas de uma seleta alimentação, que garante o privilégio de uma vida mais feliz.


istoe.terra.com.br/planetadinamica/produtos/teste_come/index.asp
Postado por Lucas Vargas

Belladona

Atropa Belladona

Muito já foi falado no blog sobre o mecanismo de ação da acetilcolina no corpo, inclusive a sua importância em atividades parassimpáticas.
Antagonistas são compostos muito presentes no mecanismo de controle da atividade neurotransmissora do corpo. No caso da acetilcolina, quem trabalha como antagonista das atividades desenvolvidas pela mesma é chamada de atropina.
Atropina (dl-hiosciamina) é uma substância extraída principalmente de um planta chamada AtropaBelladona(http://www.horsedata.co.uk/images/Plants/deadly%20nightshade.jpg ) ,podendo ser encontrada também em figueira-do-inferno ou maçã-do-diabo. Nomes de plantas bem sugestivos provavelmente pela ação da Atropina.
Ácidos aromáticos e bases orgânicas resultam em ésteres presentes no composto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Atropine.svg

A Atropina atua competindo com neurotransmissores muscarínicos (neurotransmissores que tem como destino a região sensitiva das proteínas G, intimamente ligadas a transdução de sinais), ligando-se a sítios de ligação comuns a sítios de ação da Acetilcolina.

http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0708/g19_beladona/mec1

Dentre tantos efeitos, o mais comentado é o de alteração de freqüência cardíaca. Como contrações do miocárdio estão ligadas ao Sistema Nervoso Autônomo parassimpático e simpático e a Acetilcolina no caso inibida age sobre o SNA parassimpático, um controle de freqüência fica comprometido pela Acetilcolina. O principal efeito é a taquicardia, contribuindo para a vasoconstrição e aumento da pressão quando ministrada em doses clínicas.

http://www.lavimar.com.ar/imagenes/atropina.jpg

Controle sobre contrações intestinais, sudorese e secreções também fazem parte do conjunto de efeitos da Atropina, fazendo com que ela seja considerada um pré-anestésico também.
Pralidoxima é a droga responsável por remover o inibidor Atropina.

http://www.fas.org/nuke/guide/usa/doctrine/dod/fm8-9/figB-Ip3.gif

Postado por Rômullo Medeiros

Paixão, acetilcolina, serotonina, dopamina e norepinefrina.




Estudos relacionados a comportamentos apontam altas taxas de feniletilamina no cérebro de um indivíduo que está apaixonado. A alta taxa de feniletilamina estimula a produção de dopamina e norepinefrina (estimulantes cerebrais), substâncias relacionadas também a sensação de bem-estar e viesamento (que corresponde à perda da capacidade de análise comportamental do companheiro), observada em pessoas cujos efeitos da paixão se manifestam temporariamente. Dopamina e noraepinefrina são substâncias com mecanismos de ação influenciados por anfetaminas. Há uma grande semelhança entre o mecanismo de ação da feniletilamina com a das anfetaminas segundo a literatura científica.
Está associada também às sensações da paixão uma alta taxa de serotonina, substância química encontrada em grande número em chocolates e abacaxis.
As anfetaminas potencializam o Sistema Nervoso Central e Periférico. Uma alta na produção de acetilcolina (acetilcoenzima A e colina reagem com o auxílio da enzima colina acetiltransferase produzindo acetilcolina e coenzima A) é a responsável pelo estímulo, o que estimula a liberação de 5-hidroxitriptamina (serotonina) pelos hormônios pré-sinápticos e dificulta a sua recaptação, representando assim um grande efeito sobre o humor correspondente a sensação de bem-estar.
Outra substância anteriormente citada é promovida com a alta taxa de feniletilamina, a dopamina.
A influência da substância estimulante faz com que a L-Fenilalanina, seja convertida ao composto L-Dopa por meio de duas enzimas – dihidrobiopterina e tetrabiopetrina (sendo caminho para o composto Dopa também a tirosina hidroxilase), o qual por sua vez se converte a Dopamina através da enzima Dopa-descarboxilase (suprimida na seguinte ilustração).

http://www.dq.fct.unl.pt/cadeiras/qpn1/proj/dopamina/funcionalidades/ltirosina.gif

O clico termina com a recepção de dopamina por receptores adrenérgicos, resultando em grande disposição por parte do indivíduo e contribuindo assim também para o bem-estar;

http://www.hu.uel.br/arquivos/sim/sintadr.jpg

Quanto a produção de norepinefrina fica a cargo da dopamina produzida pelo caminho dopaminérgico, sob a ação da enzima Dopamina-β-hidroxilase, se transformar em norepinefrina, justificando assim o estímulo de Feniletilamina na síntese dos dois neurotransmissores.


Atribui-se à paixão efemeridade, isso provavelmente tem respaldo neuropsíquico, já que neurotransmissores são constantemente secretados e degradados, podendo tanto o corpo humano apresentar um “défcit”quanto um “superávit” desses compostos.


Descontração!


CÉREBRO X CORAÇÃO


"O Cérebro é a Habitação do Espírito Consciente, enquanto que o Coração é Inconsciente.O Espírito raciocina, lembra de todas as falhas e acertos. O Coração é levado pela Emoção e não lembra de falhas nem de acertos." Elma do Nascimento
Postado por Rômullo Medeiros e Lucas Vargas

Anfetaminas

Estrutura Química da Anfetamina

As Anfetaminas, e drogas relacionadas como metanfetaminas, são um grupo de drogas que agem aumentando os níveis de norepinefrina, serotonina e dopamina no cérebro. Elas estão inclusas em drogas prescritas para o SNC, comumente utilizadas para tratar de déficits de atenção e hiperatividade em adultos e crianças. A droga também é utilizada para fins recreativos em boates e como um otimizador de performance. O nome anfetamina deriva do nome químico alfa-metilfenilamina.

História

A primeira vez que a anfetamina foi sintetizada foi em 1887 por Lazar Edeleanu. Ele nomeou este composto de fenilisopropilamina. Era um de vários compostos relacionados à efedrina, derivada de extratos vegetais. Na farmacologia, a anfetamina não foi utilizada até 1929, quando Gordon Alles, um pioneiro farmacologista, resintetizou e testou nele mesmo, em uma pesquisa para encontrar um compostos sintético que substituiria a efedrina. Além disso, por volta de 1933, Smith, Kline e French começaram a vender a forma volátil da anfetamina, que foi usada como um descongestionante. Porém a primeira tentativa de estudos científicos da anfetamina denunciarou dois efeitos primários, “uma sensação de bem-estar e êxtase” e uma “menor fatiga em reação ao trabalho”. Por isso, durante a Segunda Guerra, a anfetamina foi largamente usada para diminuir o cansaço causado pelo combate e aumento de atenção nos soldados. Depois de décadas de uso intensivo dessa droga, a FDA (United States Food and Drug Administration) limitou as drogas à base de anfetaminas ao uso sob prescrição médica em 1965. E em 1971, a anfetamina foi enquadrada na mesma classificação de outras drogas como a cocaína, o ópio e a morfina pelo Controlled Substances Act.

Mecanismo de Ação

A Anfetamina inibe as proteínas transportadoras de dopamina e norepinifrina existentes nos neurônios, impedindo assim a sua reabsorção e aumentando a concentração desses neurotransmissores nas sinapses. A dopamina é o neurotransmissor principal das vias meso-limbicas e meso-estriadas. Essas vias têm funções de produzir prazer em resposta a acontecimentos positivos na vida do indivíduo, recompensando a aquisição de novos conhecimentos ou capacidades (aprendizagem), progresso nas relações sociais, relações emocionais e outros eventos. O aumento artificial da dopamina nas sinapses pela Anfetamina vai ativar anormalmente essas vias.

Efeitos da Anfetamina

A pessoa sob o efeito de anfetamina tem insônia, perde o apetite, fica eufórica (cheia de energia) e com uma fala acelerada. Além disso, apresenta sensação de poder, irritabilidade, prejuízo do julgamento, suor e calafrios. A pupila dilata-se, efeito chamado midríase, sendo prejudicial e perigoso para os motoristas que a consomem, pois ficam com o olho mais sensível aos faróis dos carros. A circulação sanguínea é prejudicada pela contração das artérias, outro efeito da substância, reduzindo oxigenação e transporte de nutrientes importantes. A pressão arterial é elevada e há aumento da freqüência de batimentos cardíacos (taquicardia), podendo gerar infarto agudo do miocárdio ou arritmias cardíacas, sendo ambos potencialmente letais.No cérebro podem ocorrer acidentes vasculares (derrames) e isquemias (prejuízo na circulação sanguínea em pequenas áreas), acarretando como conseqüência, neste último caso, diminuição da atenção, concentração e memória. Convulsões é outro efeito do uso de anfetamina pela elevação da temperatura do corpo. A redução da sensação de fadiga ocasionada pela anfetamina pode ser prejudicial, já que ao disfarçar o cansaço provoca um esforço excessivo para o corpo. Porém, quando o efeito da droga passa, o usuário sente uma grande falta de energia e depressão, não conseguindo realizar nem as tarefas que fazia anteriormente ao uso.

Os efeitos psicológicos da anfetamina podem incluir ansiedade e/ou nervosismo (pelo aumento de epinifrina), uma maior criatividade, percepção de maior energia, sensação de bem estar, maior concentração, um aumentado estado de alerta, sensação de poder e superioridade, excitabilidade, maior expressão de raiva e paranóia; os efeitos são similares a outras drogas a base de feniletilamina e à cocaína.


Postado Por Bruno Nascimento


http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/biblioteca/documentos/Dados_Estatisticos/populacao_brasileira/II_levantamento_nacional/Substancia/326830.pdf

Colinas

A colina é uma amina, que foi sintetizada pela primeira vez em 1866. Este composto orgânico é um precursor do neurotransmissor acetilcolina.


Esse neurotransmissor é produzido por uma reação enzimática, catalisada pela enzima colina acetiltransferase. Porém essa síntese só é feita quando se ingere colina, visto que este composto faz parte do complexo B de vitaminas e logo não é produzido pelo organismo.


A acetilcolina pode atuar tanto no sistema nervoso central quanto no sistema nervoso periférico. No sistema nervoso central, juntamente com os neurônios associados, formam um sistema neurotransmissor, o sistema colinérgico. Esse sistema está intimamente ligado ao Alzheimer, pois pacientes acometidos por essa doença tem a diminuição de neurônios relacionados com cognição, excitação e aprendizado, os neurônios colinérgicos. Estes são responsáveis pela produção de acetilcolina e sem ela as funções citadas acima ficam debilitadas. Caminhos Colinérgicos

Já no sistema nervoso periférico, além de ser o principal neurotransmissor no sistema nervoso autônomo, a ação da acetilcolina também se estende aos neurônios motores da medula espinhal, sendo liberada nas junções neuromusculares. Quando liberada, ela estimula a abertura dos canais de sódio, e essa entrada de sódio na célula, estimula a contração muscular.



Porém para que a ação da acetilcolina seja realizada, é necessário que certas células tenham receptores específicos para esse neurotransmissor. Os principais receptores da acetilcolina são os muscarínicos e os nicotínicos.
Depois que a célula é ativada é necessário que haja a degradação do neurotransmissor. No caso da acetilcolina isso é feito pela acetilcolinesterase, que hidrolisa a molécula de acetilcolina deixando como produtos acetato e colina.

Postado por: Fábio Reis

Aminoácidos como Transmissores


Em contraste com alguns tipos de neurotransmissores que estão presentes apenas em alguns neurônios, como a acetilcolina e as aminas biogênicas, certos aminoácidos que funcionam como neurotransmissores estão presentes em todas as células do nosso organismo, exemplos são a glicina e o glutamato.


O glutamato é um neurotransmissores excitatório do sistema nervoso, o mais comum em mamíferos. É armazenado em vesículas nas sinapses. O impulso nervoso causa a libertação de glutamato no neurônio pré-sináptico; na célula pós-sináptica, existem receptores (como os receptores NMDA) que ligam o glutamato e se ativam. Pensa-se que o glutamato esteja envolvido em funções cognitivas no cérebro, como a aprendizagem e a memória.

As membranas de neurônios e de neuróglias possuem transportadores de glutamato que retiram rapidamente este aminoácido do espaço extracelular. Em situações de patologia cerebral (danos ou doenças), os transportadores podem funcionar de forma reversa e causar a acumulação de glutamato no espaço extracelular. Esta reversão provoca a entrada de íons cálcio (Ca2+) nas células, através de receptores NMDA, levando a danos neuronais e eventualmente morte celular (apoptose). Este processo é conhecido como excitotoxidade. A apoptose é causada por fatores como danos em mitocôndrias devido ao excesso de Ca2+ e promoção de fatores de transcrição de genes pró-apoptóticos (ou repressão de fatores de transcrição de genes anti-apoptóticos) mediada pelo glutamato e pelo Ca2+.

O glutamato é precursor na síntese de GABA em neurônios produtores de GABA.



O ácido aspártico ou aspartato é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. É um aminoácido não essencial em mamíferos, tendo uma possível função de neurotransmissor excitatório no cérebro. Como tal, existem indicações que o ácido aspártico possa conferir resistência à fadiga.




O GABA(ácido gama-aminobutirico): principal neurotransmissor inibitório do SNC. Ele está presente em quase todas as regiões do cérebro, embora sua concentração varie conforme a região. Está envolvido com os processos de ansiedade.

Como neurotransmissor peculiar, o ácido gama aminobutírico induz a inibição do sistema nervoso central (SNC), causando a sedação. Isso porque as células neuronais possuem receptores específicos para o GABA. Quando este se liga aos receptores, abre-se um canal por onde entra íon cloreto na célula neuronal, fazendo com que a célula fique hiperpolarizada, dificultando a despolarização e, como conseqüência, dá-se a diminuição da condução neuronal, provocando a inibição do SNC. A inibição da síntese do GABA ou o bloqueio de seus neurotransmissores no SNC, resultam em estimulação intensa, manifestada através de convulsões generalizadas.



A Glicina é o principal NT inibidor do tronco cerebral e medula espinhal. Tem também propriedades excitatórias, uma vez que ligando-se ao receptor NMDA, aumenta a sua sensibilidade para o GLT.

Um déficit de glicina provoca um aumento da rigidez muscular e morte por paralisia dos músculos respiratórios. É precisamente o que acontece na intoxicação por estricnina (substância utilizada para matar ratos e que inibe o receptor da glicina) e o tétano (situação em que há infecção por uma bactéria que produz uma toxina capaz de inibir a secreção de glicina).


Postado por Bruno Nascimento

Peptídeos Neuroativos

Muitos neurotransmissores são derivados de precursores de proteínas, os chamados peptídeos neurotransmissores. Demonstrou-se que cerca de 50 peptídeos diferentes têm efeito sobre as funções das células neuronal. Vários desses peptídeos neurotransmissores são derivados da proteína pré-opiomelanocortina (POMC). Os neuropeptídeos são responsáveis pela mediação de respostas sensoriais e emocionais tais como a fome, a sede, o desejo sexual, o prazer e a dor.


Os peptídeos neuroativos podem atuar como neurotransmissores ou neuromodulares (se deixados próximo à célula alvo) podendo agir na célula pós-sináptica modificando a condutância aos íons, ou na célula pré-sináptica modulando (regulando), o quanto será liberado de neurotransmissor. Por isso pode haver a coexistência de um neurotransmissor peptídeo com um neurotransmissor não peptídeo na mesma sinapse. Os peptídeos são sintetizados no corpo celular e são conduzidos pelo chamado transporte axônico rápido até o botão sináptico, enquanto os neurotransmissores não peptídicos são sintetizados no axônio (ex.: Ach). Além do mais, os neurotransmissores peptídicos em geral tem uma ação mais prolongada na emissão do sinal em quantidades bem maiores do que as outras classes de neurotransmissores. Além destas funções, as substâncias peptídicas neuroativas, também podem ser hormônios (são liberadas no sangue para irem agir a distância).


Os neurotransmissores peptídeos constituem-se de grandes moléculas armazenadas e liberadas em grânulos secretores. Como outras proteínas de secreção, os peptídeos neuroativos ou seus precursores são primeiro processados no retículo endoplasmático e depois deslocadeos para o aparelho de Golgi para processamento adicional. Deixam o aparelho de Golgi dentro de grânulos de secreção e são levados para as terminações pelo transporte axônico rápido. Esses peptídeos causam inibição ou excitação, ou ambas, quando aplicados a neurônios-alvo apropriados. Alguns desses peptídeos haviam sido previamente identificados como hormônios, com alvos conhecidos fora do cérebro (como a gastrina), ou como produtos de secreção neuroendócrina (como a ocitocina). Esses peptídeos além de serem hormônios em alguns tecidos, também atuam com neurotransmissores quando liberados perto do sítio de sua ação.

Apesar da enorme diversidade dos peptídeos neuroativos, eles compartilham uma biologia celular comum. Esses peptídeos neuroativos se agrupam em famílias. Os membros da mesma família contém resíduos de aminoácidos semelhantes. A maneira mais direta de determinar o relacionamento entre peptídeos é comparar as seqüências de aminoácidos presentes.


Vários peptídeos neuroativos diferentes são codificados por um mesmo mRNA contínuo, que é traduzido em uma grande proteína precursora, ou poliproteína. A produção a partir de um grande precursor pode, ás vezes, servir como mecanismo para amplificação, já que mais de uma cópia do mesmo peptídeos pode ser produzida a partir da mesma poliproteína. Esse processamento de mais de um peptídeos funcional a partir de um única poliproteína não é exclusivo dos mensageiros químicos. Vários peptídeos produzidos a partir de uma única poliproteína por clivagens limitadas e específicas catalisadas por proteases específicas.


Algumas famílias de peptídeos neuroativos

Opióide: Opiocortinas, encefalinas, dinorfina, FMRFamida
Neuro-hipofisária: Vasopressina, ocitocina, neurofisinas

Taquicininas: Substância P, Fisalaemia, cassinina, uperoléína, eleidoisina, bombesina neuroquinina A

Secretinas: Secretina, glucagon, peptídios inibidor gástrico

Insulinas: Insulina, fatores I e II de crescimento semelhantes à insulina

Somatostatinas: Somatostatinas, polipeptídio pancreático

Gastrinas: Gastrina, colecitocinina
Postado por Washington

 


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